O maior espetáculo da terra!

Oi gente! Que pena, esta é a última semana de posts da nossa matéria COM104 e o semestre já está acabando! Mas não devemos nos preocupar, este blog terá continuidade e ainda vamos tratar sobre muitos outros temas ligados à moda, e claro, à comunicação e tecnologia! Para “fecharmos” com chave de ouro este semestre tão bacana, já trazemos um vídeo babado para vocês!

 

 

O tema da semana é Comunicação Organizacional, e, vinculando com a nossa vertente (Moda!), nada melhor do que falarmos sobre a Sociedade do Espetáculo. Segundo Gui Debord, “o espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas mediadas por imagens”. O teórico francês afirmava que nas sociedades onde reinam as modernas formas de produção (capitalismo), a representação é a causa e o efeito desejado nas interações sociais. É como se o espetáculo suprisse a necessidade do homem de preencher a vida cotidiana com signos fabricados pelos meios de comunicação de massa.

O “fetichismo da mercadoria”, a própria transformação do corpo em objeto de consumo, “o fabuloso mundo das celebridades”, enfim, tudo é transformado em grande show.

Complementando, no artigo “A imagem da moda muito além da sociedade do espetáculo” de Jociele Lampert, ela diz que “o sistema estético da moda torna-se alvo de apresentações complexas, pois personificam significados que emergem por meio de interpretações com relação do objeto que é representado e sua representação na sociedade – a imagem da moda produz manobras que conduzem a padrões de beleza idealizados e estereotipados. Por meio do inter- relacionamento da imagem da moda com as artes visuais, ou seja, entre a cultura de massa e a arte, novos significados poderão surgir.”

Na coleção Outono Inverno 2014 da semana de moda de Paris, a Dior arrasou com uma decoração de nada menos que 150 mil orquídeas revestindo do chão ao teto os ambientes do Museu Rodin de Paris. Há 2 anos atrás, a marca lançou uma coleção de Outono Inverno com a mesma ideia de flores, mas de várias espécies (rosas, orquídeas, peônias e dálias). Veja abaixo algumas fotos e um vídeo dos bastidores de 2012.  Saiba mais.

Fonte: Blog Andrea Rudge

Fonte: Blog Andrea Rudge

Fonte: Blog Andrea Rudge.

Fonte: Blog Andrea Rudge.

 

Outra marca que bombou na temporada de desfiles de outono inverno 2014 foi a Dolce & Gabbana. Bem, eles escolheram a ilha paradisíaca de Capri, na Itália para fazer a performance. As modelos e todos os convidados chegavam de barco ao restaurante mais famoso do lugar, o La Fontelina.

O Cenário. Fonte: Blog Moda It

O Cenário. Fonte: Blog Moda It

A modelos. Fonte: Moda It

A modelos. Fonte: Moda It

 

Bom, e o que há por trás de um desfile? Bem, há muita coisa em jogo: dinheiro, fama, publicidade, autonomia criativa, valores… (estes últimos mais subjetivos). O objetivo do evento é, também, expressar a pulsão criativa do estilista. Uma das referências no campo da espetacularização da moda é a curadora Ginger Gregg Duggn no livro ‘O Maior Espetáculo da Terra: os desfiles de Moda contemporâneos e sua relação com a arte performática’ (Fashion Theory, ed. Brasileira, vol. 1, número 2, 2002, pp. 3-30), ela fala sobre como a trilha sonora, as cores, as luzes, o espaço no qual a passarela é montada e a performance das modelos fazem com que, atualmente, os desfiles se assemelhem a peças de teatro.

site da pós-graduação em moda da Universidade Anhembi-Morumbi traz o exemplo da artista “Vanessa Beecroft, que já realizou performances com mulheres nuas ou vestindo apenas sapatos de salto alto e lingerie Gucci, como aconteceu no museu Guggenheim de Nova York em 1998 (Duggan 2002: 4). Outro exemplo é o trabalho polêmico do artista Matthew Barney, criador do ciclo Creamaster, apresentado em 5 partes e em diferentes cidades do mundo. No ciclo de número 3, Barney apresentou uma performance no museu Guggenheim de Nova York que foi filmada e é exibida em pequenas salas de exibição de museus pelo mundo afora. Esta seqüência foi apresentada, por exemplo, na Pinacoteca do estado de São Paulo no início de 2004. Em Cremaster 3, o artista usa aspectos da Moda como uso de roupas tradicionais, próteses transparentes e fantasias de coelhinhas (semelhantes às da Playboy) para tornar ainda mais evidente a transformação corporal como um componente marcante da sociedade de consumo.”

Segundo Cristiane Gruber e Sandra Rech, o desfile, entre todos os outros elementos da moda, tem a ideia de transmitir ao público consumidor o conceito da marca e do estilista. Apresentando as peças de forma lúdica, o desfile de moda busca despertar no expectador a identificação com “a filosofia” do criador e acima de tudo vender, porque a publicidade está em todos os aspectos: da roupa e maquiagem, aos convidados da primeira fila. Ainda de acordo com o artigo de Jociele Lampert, “a imagem de uma marca, por exemplo, constitui um cenário conceitual que atrai pelo desejo e pelas histórias que a elas são atribuídas.”.

A cada lançamento, os desfiles de moda precisam inovar para mostrar criatividade e manter a atenção do público àquela marca. Por exemplo, o estilista inglês Alexander McQueen apresentou, em 1999, a coleção de primavera em um armazém de transporte. Entre as modelos, uma desfilou com uma perna mecânica, devido a uma amputação que tinha sofrido.

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Fonte: Revista Glamour 

Esperamos que tenham gostado da nossa jornada! Continuaremos com muito mais assuntos espetaculares para vocês!

Até a próxima!

Rolezinhos: a mobilidade social

Ei, pessoas! Já falamos aqui que a moda é constituída de um monte de coisas ressignificadas e que tudo depende do uso que se faz dela. A geografia tem alguns conceitos que combinam com este assunto, por exemplo, o de espaço. Segundo GOMES (2002 p172) “o espaço compõe-se pela dialética entre a disposição das coisas e as ações ou práticas sociais”. Para Milton Santos, ele é um conjunto indissociável de sistema de objetos e sistema de ações, formas existentes a partir dos usos e significados a elas atribuído.

Algo que virou moda há algum tempo foram os rolezinhos, fenômeno que deriva da utilização da rede social Facebook. Segundo a Enciclopédia online Wikipedia,  “Rolezinho (diminutivo de rolê ou rolé, em linguagem informal brasileira, significa “fazer um pequeno passeio” ou “dar uma volta”) é um neologismo para definir um tipo de flash mob ou coordenação de encontros simultâneos de centenas de pessoas em locais como praças, parques públicos e shopping centers. Os encontros são marcados pela internet, quase sempre por meio de redes sociais como o Facebook.” Veja, rolezinho é um ótimo exemplo de personificação do lugar. Você vai ao shopping, sobretudo, para dizer que foi. Você territorializa, minimamente, aquele espaço com signos individuais e símbolos mediatizados.

 

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Fonte: Site Uol

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Fonte: Site Meio Norte

Para marcar um Rolezinho, é utilizada a ferramenta “eventos” do Facebook. Alguém cria o evento, convida as pessoas e marca o ponto de encontro no shopping e o horário. As pessoas que confirmam geralmente se esperam no local determinado e quando começa a se formar um grupo com um número significativo de pessoas, eles começam a passear pelos corredores. Geralmente são adolescentes, moram em bairros periféricos e gostam de postar, simultaneamente, fotos de selfies nas redes sociais.

 

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Fonte: Site Datasafe

rolezinho-no-mauá-plaza-shopping-renato-mendes-futura-pressFonte: Blog Radar On-line

 Assista a essa charge super divertida, criada por Maurício Ricardo sobre um diálogo de Dilma, um interprete e um dos líderes dos Rolezinhos.

http://charges.uol.com.br/2014/01/21/cotidiano-pra-entender-o-movimento/

E não podíamos deixar de comentar o look que as Rolezeiras escolher para “colar” nesses encontros! “Short, tomara-que-caia e melissa”, diz uma delas nessa reportagem, publicada no dia 20 de janeiro desse ano, para a Uol Notícias. Elas querem “zoar”, paquerar e “arranjar alguém bonito” e para isso elas procuram estar na moda e sensualizar. Segundo outra Rolezeira, o “Gato do rolé” tem usar uma bermuda branca, um Nike Shoks, uma camisa da Hollister e um boné.

http://http://tvuol.uol.com.br/video/voce-conhece-as-rolezeiras-descubra-quem-sao-e-o-que-pensam-essas-meninas-04024E9B3162CCC14326/

Infelizmente existem jovens de má fé que se aproveitam desses encontros para roubar e tumultuar. Quem sofre com isso, não são somente os seguranças e os outros frequentadores, mas a outra porção de adolescentes que querem apenas se conhecer e sair das redes sociais nas tardes do final de semana!

Provavelmente a decisão de marcar em shopping é pensando nas vantagens que esses locais oferecem: são climatizados, há praças de alimentação e internet wifi. O que tem de errado? Que venham mais Rolezinhos, que os jovens saiam para se conhecer e paquerar, não há nada de mais saudável.

Tá na moda

Olá,

Hoje vamos falar de moda no sentido mais amplo, voltaremos a estudar a relação entre moda, opinião pública e política, mas especificamente da moda enquanto arte politizada.

Vocês já ouviram falar sobre Zuzu Angel? Certamente, ao menos uma vez…

Zuleika Angel Jones foi uma estilista brasileira conhecida internacionalmente, que teve o filho assassinado pela ditadura militar, em 1971. Zuzu morreu em 1976 em um acidente de carro “obscuro”.

 

Como vimos no post anterior, opinião pública é a “síntese” daquilo que os diversos setores da sociedade tem como suas orientações de certo ou errado, por exemplo. Jorge Almeida em um artigo para a ALAIC – Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación em 1998, afirma que tanto a opinião pública quanto a esfera pública burguesa surgiram junto à troca de informações e mercadorias, com o capitalismo financeiro e mercantil. As gerações posteriores ao amadurecimento da nova classe social e de sua inserção na vida política foram moldadas por valores morais, éticos e até religiosos burgueses (por exemplo, as Revoluções Francesa e Industrial, o Protestantismo, entre outros).

Moda é tendência, atualidade, invenção. Fazer moda é, acima de tudo, expressar sua opinião.

Zuzu Angel se posicionava a respeito do Regime Militar através das roupas que produzia, fazendo-as de instrumento político, utilizando desfiles internacionais para denunciar o desaparecimento de seu filho – tal qual o famoso desfile da embaixada brasileira nos EUA, em 1975. A esfera pública (ou seja, a dimensão na qual os atores hegemônicos discutiam os destinos do país) não estava a seu favor, mas a estilista contava com o consentimento da opinião pública geral, principalmente da classe artística em seus atos de protesto.

Um exemplo recente de convergência da opinião pública em relação a um fato foi o episódio em que o jogador Daniel Alves comeu uma banana que foi jogada por um torcedor do Barcelona no gramado, em plena partida entre Barcelona e VillaReal. O caso ganhou repercussão no mundo inteiro e a moda nas redes sociais era divulgar a hashtag #somostodosmacacos.

Outra campanha que virou moda nas redes sociais foi o “Não mereço ser estuprada” da jornalista Nana Queiroz. Ela iniciou o movimento após divulgação de uma pesquisa do IPEA na qual 65% dos entrevistados afirmavam que mulheres com roupas curtas mereciam ser atacadas.

Celebridades como Valesca Popuzuda também aderiram ao movimento. Fonte: 7 minutos.

Celebridades como Valesca Popuzuda também aderiram ao movimento. Fonte: 7 minutos.

Influências Públicas Midiáticas

E aí, tudo bem?

O tema do COM104 da semana é bem interessante para nós cidadãos, internautas e comunicadores: Internet e Política!

Dentre os variados assuntos tratados, abordaremos aqui a questão da esfera e opinião pública, seu vínculo com as mídias massivas e a Moda.

Conceituando, esfera pública é a dimensão na qual os assuntos públicos são discutidos e que culmina na formação da opinião pública (opinião geral dos cidadãos em relação a qualquer tema ou questão). A opinião pública muitas vezes é revelada através de iniciativas privadas ou por meios de comunicação. Em várias ocasiões os órgãos que expressam a opinião pública se transformaram em órgãos que exercem manipulação através de propaganda, de governos ou empresas. (Site Significados). As redes sociais podem ser consideradas como esferas públicas (já que podemos opinar e falar sobre qualquer assunto de nosso interesse), mas ainda é um lugar restrito, já que muitos ainda não possuem pleno acesso à internet.

DiscussãoFonte: Revista ContemporARTES

 

O site DHnet – Direitos Humanos diz que a internet é um canal para informações que, historicamente, não figura nos meios de comunicação e massa. Traz, ainda, uma oportunidade para que as pessoas possam compartilhar impressões e dados de qualidades diferentes sobre os grandes eventos do mundo, os quais não são contemplados pelo padrão de notícia dos veículos tradicionais. O site ainda fala que na internet, “observa-se, ainda, uma transposição para a rede da informalidade das conversas e do cotidiano, no surgimento e desenvolvimento de comunidades virtuais. Pode-se dizer que a internet é uma organização e materialização comunicativa da esfera pública, como teorizada por exemplo por Jürgen Habermas.”.

A internet e, principalmente, as mídias massivas (jornais, televisão, rádio, cinema) são as principais fontes de informações para nós e acabam influenciando muito na opinião pública. Ideias, pensamentos, bordões, gostos, hábitos e até jeitos pessoais como forma de falar de artistas, jornalistas são absorvidos e colocados em prática por algumas pessoas. As novelas são fortes exemplos destas influências, principalmente quando o assunto é o nosso: Moda! 

 

Family Watching TV Together

Fonte: Cultura Mix

 

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Fonte: Blog Zelmar Guiotto

 

O estilo de atrizes e atores são bastante copiados por grande parte da sociedade e uma possível explicação para isso pode ser pelo fato de se achar que o que está nas telinhas está na moda. A ideia de estar atualizado, de ser moderno e seguir tendências são questões muito presentes na vida de uma sociedade capitalista, estando o capitalismo fortemente presente nos meios massivos de comunicação (somos bombardeados diariamente com propaganda e publicidade) e, consequentemente, também influenciando a opinião pública.

A novela O Clone (2001) é um bom exemplo disto tudo! Ela influenciou em nosso país opiniões não só no âmbito da moda árabe, a exemplo de bolsas, véus, jóias, lençóis e vestidos, como também influenciou em questões sociais com o tema da dependência química vivida por alguns personagens e a importância de se tratar deste problema! Legal né?

 

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Fonte: Blog My Fashion World

 

Agora então uma reflexão para você: Já percebeu se a mídia, a opinião pública e tudo o que isso envolve já te influenciaram alguma vez? Ainda te influenciam? Em que exatamente? Fica a dica hein? 😉

 

Até a próxima!

A moda inspirada na Arte Tecnológica

Nicolas Schöffer é o pai da arte tecnológica, a arte cibernética. Seu trabalho é considerado um divisor de águas na história da arte por criar esculturas e obras-robôs que interagiam diretamente com pessoas e ambientes. “Seu trabalho sempre recorreu ao uso das tecnologias de ponta que culminaram em obras inéditas, tornando-o pioneiro na arte do espaço, da luz e do tempo, da arte cibernética interativa e da videoarte”, explica Eléonore Schöffer, curadora da mostra que aconteceu de 3 de agosto e 30 de setembro de 2012 no Museu de Imagem e Som.

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Fonte

A moda se inspira em arte tecnológica há muito tempo, pois contribui com o aprimoramento da parte técnica dos cortes e tecidos. Os cortes, feitos a laser há um bom tempinho, desenham hoje verdadeiros bordados nos tecidos mais sofisticados. Cada vez mais incríveis, os tecidos não amassam, brilham, resistem à água e à muitas lavagens e tem um toque acetinado ou plastificado.

  Gareth Pugh

O estilista britânico começou sua carreira aos 14 anos criando figurinos para o Teatro Nacional Francês. Daí vem a influência do seu trabalho que se destaca pela vertente futurista e pela teatralidade. Pugh teve o talento reconhecido com o prêmio de Melhor Novo Designer no British Fashion Council. Celebridades como Kylie Minogue, Beyoncé e Lady Gaga usam suas criações. Atualmente, vive e trabalha em Paris.

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Fonte

Arte tecnológica, tecidos modernos, teatro e uma pitada de bom gosto, são os ingredientes para criar os produtos desse artista da área que mais gostamos: moda 😉

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Fonte

E esse é um modelito confeccionado pelo Gareth, exclusivamente para a Mother Monster Lady Gaga.

 

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Fonte

E aproveitando o embalo do final de semana, vai um link pra esquentar pra balada inspirado na cliente do artista.  Have a nice weekend!

 

 

Coolhunting: caçando tendências

Segundo Carol Althaller, para ser uma boa Cool Hunting, precisa estar atento a tudo e a todos. “Diria que é preciso curiosidade, empatia e uma boa dose de intuição”, diz em uma entrevista do site da FARM. O que fazem afinal esses observadores das ruas? Tentam descobrir o que vai virar febre na moda analisando a sociedade atual e dão seus palpites em seus blogs. Alguns são contratados por lojas que usam suas pesquisas para lançar um novo produto ou coleção inteira!

Sua missão? Encontrar aquilo que é original e forte o suficiente para despertar a atenção das pessoas no futuro.

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(fonte)

Sabina Deweik disse em uma entrevista para INFO que o Cool Hunting é como se radiografasse a alma da cidade. A diferença entre uma pesquisa de mercado tradicional? “Você faz uma pesquisa da sociedade e não do mercado apenas. Os quatro “Ps” do marketing clássico (produto, preço, lugar e promoção, em inglês) estão se transformando nos quatro “Ps” do marketing relacional pessoas (people), lugares (places), planos culturais (plans) e projetos (projects)”, explica Sabrina.

Os caçadores, alem de frequentar eventos de moda, feiras e lojas, precisam estar sempre online. Usam muito o Twitter para ficar por dentro das ultimas novidades, lançamentos e acontecimentos em tempo real. Eles precisam saber o que as pessoas estão falando, qual é a opinião delas a respeito de tudo que pode virar moda. Alem disso, sempre andam com uma camera, um bloquinho de notas ou um smartphone que possa exercer as duas funções. Alem disso,  aplicativos como o Evernote para coletar as informações a serem analisadas! “A internet é uma ferramenta essencial nas pesquisas, porém não pode ser a única, pois as ruas sempre acabam revelando muito mais detalhes que ainda não foram desvendados”, diz Marina nessa entrevista.

Da rua, para as lojas! Não mais o contrário. É o paradoxo na moda nos dias de hoje. Em tempos em que a vida virtual não é mais distante da real, os Cool Hunting são grande prova disso. Os seus posts com hashtag #lookdodia são grande fonte de pesquisa para eles 😉

A produtora cultural Feijão de Corda, de Salvador, postou essa conversa com Carol do começo do post falando mais sobre a profissão. Dá uma olhada!

 

Confiram mais sobre o Cool Hunting em nosso post anterior. Clique aqui

 

Sociabilidade, Tecnologia e Moda

Socializando em sala, o assunto da aula COM104 desta semana é justamente tecnologia e sociabilidade.

Mas o que é sociabilidade?

O Dicionário Online de Português explica que o significado de sociabilidade é a particularidade ou atributo do que é sociável; tendência para viver em sociedade, em comunidade. Modos, comportamentos, conduta de quem vive em sociedade; civilidade.

A sociabilidade pode ser vista como a capacidade do ser humano de viver em sociedade, viver em contato com outras pessoas, integrar certo grupo, seja ele familiar, ou de amigos, acabando por aderir algumas características ao seu modo de viver.



Man takes a look at himself in the mirror.

 Fonte: Blog Seminarista Edson Lobo

Na internet não é diferente. A sociabilidade (que também podemos chamar de capital identitário) em rede é fruto da necessidade e capacidade de socialização do ser humano, dando início às redes sociais, sites de relacionamento em geral, no qual as pessoas interagem sem ao mesmo estarem perto. Os jovens são grandes usuários da rede e, para se ter uma ideia de como esta geração tem usado as novas tecnologias digitais, o Portal de Informação Juvenil apresenta alguns dados interessantes:
Blogs (diário online) – O Brasil é o quinto país no mundo de leitores de blogs. O número chega a quase 9 milhões de leitores de acordo com dados do Ibope/NetRatings. A audiência de jovens chega a ser até mais de 50%.

Torpedo, SMS (short message service) – Atualmente é um dos serviços que a juventude mais utiliza para se comunicar. Segundo pesquisas da Nielsen 79,9% dos jovens (15-24 anos) mandam mensagens de texto pelo celular. (Fonte IHU On-line).

 

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Fonte: Gshow Mais Você

E por falar em celular, este é um ótimo exemplo de como a moda, a tecnologia e os jovens se conectam, literalmente. O mercado cada vez mais procura inovar e as tendências são consumidas pela ideia de ter o “novo”. Desta forma, novos modelos são criados ou recriados, modificando uma ou duas peças e isto vira motivo de desejo pelos consumidores. Os jovens buscam muito isso, muitas vezes influenciados pelo seu ciclo social e de amizade.  De acordo com o blog da Revista Eu, a luta agora é estar atualizado para fazer parte do grupo. De olho nesta fatia do mercado, o comércio já enxergou a mina de ouro: adolescentes são compradores vorazes e já existem produtos que satisfazem os seus desejos. E os pais (na maioria das vezes) são responsáveis por arcar com as despesas, sejam com boas mesadas ou, em alguns casos, oferecendo ao filho o direito de possuir um cartão de crédito próprio.

O consumo acontece das mais variadas formas, mas o queridinho “teen” é disparado o celular. Segundo pesquisa da CEA, 92% dos entrevistados sentem-se à vontade com tecnologia, e 77% dizem que ela é a forma preferencial para socializar-se com os amigos. Numa enquete da revista Seventeen (voltada ao público feminino), o celular é o principal objeto de desejo, com 58% dos votos. Adolescentes não desistem do celular por nada. Ele ganha de roupas e acessórios da moda por um ponto percentual. (blog da Revista Eu).

 

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 Fonte: Profano Feminino

Além dos aparatos tecnológicos, há também a moda e a tendência é aquela ditada pelos colegas do grupo ou ídolo preferido. Somos influenciados pelo outro. Podemos dizer que nos comportamos pelo outro. Ter um iPhone 5 e querer o 5s porque é novidade e/ou porque um amigo tem é um exemplo disso. A moda também é um comportamento social. Assim, é possível concluirmos que ter o novo e estar atualizado tecnologicamente e socialmente são características ligadas aos jovens, à sociedade, à tecnologia e, claro, à moda.